Unidade de Grãos Coplacana comemora uma década com perspectivas de expandir sua atuação

A unidade de grãos COPLACANA que engloba ainda o Confinamento de Gados, conhecido como “boitel” comemorou neste mês de julho 10 anos de atividade. A data foi lembrada durante coletiva à imprensa, na manhã desta quinta-feira, 6/07, que contou com as presenças do presidente da COPLACANA, Arnaldo Bortoletto, o presidente da AFOCAPI- Associação dos Fornecedores de Cana de Piracicaba e vice da COPLACANA, José Coral e produtores, o secretário municipal de Agricultura, Waldemar Gimenez, pecuaristas, produtores e cooperados.

Localizada na região do bairro Taquaral, a capacidade de armazenamento na Unidade de Grãos é de 400 mil sacas de soja e 225 mil sacas de milho.

O presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Piracicaba, José Coral, explica que a Unidade de Grãos é um investimento maravilhoso parta a cidade e aos agricultores, que antes não tinham onde depositar seus grãos e a Coplacana com a concretização da unidade, deu toda a segurança a eles. “Fornecemos toda a estrutura para o plantio, sementes e insumos e o produtor somente paga quando vender o seu produto”.

Coral, explica que através deste empreendimento fecha o ciclo de produção, que é incentivar, financiar, garantir a comercialização do produto e reduzir os custos do processo produtivo em benefício de seus cooperados, ampliando o plantio de soja nas épocas de renovação dos canaviais e dando segurança ao agricultor. “Agora o produtor tem toda a segurança, desde a silagem e secagem da soja até o seu aproveitamento”.

O presidente da Cooperativa, Arnaldo Bortoletto, Coral ressalta que a nível de cooperativismo, a unidade é pioneira no Estado de São Paulo e serve de modelo para outras regiões. Informa que a Coplacana dá toda a assistência aos agricultores, financiando o plantio da soja, fornecendo a semente e o fertilizante, recebendo o produto, moer e fazer a ração, aproveitando o farelo para a engorda de gado.

Bortoletto lembra que a Unidade de Grãos iniciou suas atividades com o recebimento e armazenamento de soja e milho em 2008 e em 2009, entra no mercado de farelo de soja semi-integral e óleo de soja bruto. “Toda unidade está fundamentada em um sistema de qualidade elaborado e executado, tendo como base, as boas práticas de fabricação, onde toda a cadeia produtiva tem seus pontos mapeados e monitorados, conforme exigência da Instrução Normativa 04, de 23 de fevereiro de 2007, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que define as condições higiênico-sanitárias e de boas práticas de fabricação para estabelecimentos fabricantes de produtos destinados à alimentação animal, com objetivo de garantir a qualidade e segurança dos produtos.

O secretário Waldemar Gimenez afirma que a iniciativa da Coplacana é interessante, ao criar alternativas ao agricultor para diversificar sua produção. “É um conceito todo sustentável, onde não se perderá nada e todo material será aproveitado, tanto para a produção do biodiesel, como para alimentação do gado”.

Gimenez ressalta que o aspecto mais importante da Unidade é a diversificação da cultura, hoje concentrada na cana-de-açúcar, dando alternativas a mais para os produtores, pois a soja na sua transformação pode agregar muito valor, produzindo o óleo combustível, o biodiesel e o farelo, importante para a alimentação do gado. “A região sai ganhando com este empreendimento. A Coplacana sem dúvida, é um elo vital para o desenvolvimento econômico e social do município, principalmente na geração de emprego e renda”.

Klever Coral, superintendente da unidade, explica que o empreendimento surgiu para suprir uma necessidade do mercado e uma nova oportunidade de negócio para os produtores agrícolas e pecuaristas, que na época tinha somente a cana-de-açúcar como principal fonte de renda.

“Um projeto ousado, que nasceu depois de muito planejamento, pesquisas, visitas e intensas conversas internas e externas para sentir a real necessidade dos cooperados e da própria região. Lembrando que no início tivemos que recuar com o lançamento do projeto, pois as condições financeiras da época em relação a commodities agrícolas não estavam animadoras para iniciarmos as atividades e seguir com a obra”, lembra o superintendente da Coplacana, Klever Coral.

De acordo com Klever, a Unidade de Grãos foi inaugurada com a capacidade de recepção de 100 mil sacas de soja ano e já no primeiro ano aumentou para 80 mil sacas/ano. “Com o passar tempo as necessidades de ampliações apareceram e foram sendo construídos mais silos, adquirindo equipamentos e hoje a unidade tem capacidade de armazenagem de soja estática de 400 mil sacas. Neste ano de 2017 foram recebidas 600 mil sacas de soja e está previsto com a segunda safra de milho, uma recepção em torno de 450 mil sacas de milho/ano”.

O superintendente ainda destaca que as compras do milho e da soja englobam quase que 99% dos produtos recebidos, fortalecendo o sistema cooperativista. “Além do recebimento dos grãos, buscamos sempre atingir o melhor valor de compra das commodities, beneficiando os nossos cooperados”.

Nesses 10 anos, ressalta Klever, as principais conquistas foram com o desenvolvimento das culturas em nossa região, com ganhos anuais de produtividade, o que agregou valor as áreas de produção devido a intensificação das lavouras, a criação de uma sistema de comercialização forte e justo, além de uma efetividade de novos negócios dentro da Coplacana em diversos departamentos, seja na Unidade de Grãos, venda de insumos agrícolas, máquinas e assistência técnica.

Para o futuro o projeto é de expandir. Diz o superintendente que desde o ano de 2016, começou a recepção de soja em silos parceiros devido a alta procura pra trabalhar com a Coplacana na recepção da safra agrícola de soja. Para a safra 2017/2018, a unidade vai receber soja previamente contratada, na forma de Barter ou com travamento de preço antecipado, nas cidades de Avaré, Itaí, Cerquilho, Igarapava, Bernardino de Campos, Engenheiro Schimidt e Bariri. “Iniciamos também um trabalho de Barter com café para a próxima safra, ofertando insumos agrícolas e liquidando a operação com o café a ser colhido”, conclui.

Boitel- Considerado uma espécie de hotel só para bois , o Confinamento de Bois é uma boa alternativa para os pequenos e médios pecuaristas enfrentarem o período da escassez de pastagem – que vai de julho a outubro. Em média, eles permanecem no espaço entre 90 a 150 dias, com um ganho de peso médio de 1,2 a 1,4 quilo por dia. Desde sua inauguração, o confinamento já recebeu cerca de 25 mil cabeças de gado, trazidas por 150 produtores. Hoje estão confinados 2.051 animais de 22 produtores.

A equipe de confinamento da Coplacana é treinada e preparada para dar atenção a cada detalhe do animal. O preço da diária de cada cabeça pode variar de R$ 6,10 a R$ 15,30, dependendo do peso de entrada do animal. Com a vantagem de o cooperado pagar, com um prazo de até 30 dias, após a retirada dos animais.

Klever explica que o objetivo do confinamento de gado também é permitir que os cooperados diversifiquem suas atividades e possam utilizar a pecuária intensiva. “O boitel requer pouco investimento, por parte dos cooperados, uma vez que enquanto o boi engorda na fazenda vizinha, ele pode explorar em sua propriedade outras atividades paralelas, como a pecuária leiteira, o milho e a soja”, explicou.

No sistema do boitel, o rebanho é bem diversificado, há animais diversas raças e cruzamentos. O confinamento utiliza como técnica o sistema intensivo de alto grão, ou seja, maior quantidade de ingredientes na mistura total da ração é feita com cereais e com isso é possível obter resultados. A mistura é feita com vários alimentos, entre eles, milho, farelo, resíduos da agroindústria, como a polpa cítrica e o bagaço da cana-de-açúcar.

Satisfeitos- O pecuarista José Alberto Mateus, de Rio Claro, cooperado há mais de 10 anos, mantém gado há dois anos no confinamento, atingindo hoje 166 cabeças. Diz estar muito satisfeito com os resultados, pois “a partir do momento que deixamos o gado neste espaço, ficamos tranquilos, por receberem todo tratamento sanitário e de alimentação e retiramos os animais assim que ganharem peso ideal para o abate. Piracicaba por meio da Coplacana é uma das cidades pioneiras nesta iniciativa, que facilita muito a vida do pecuarista”.

Eric Roberto Levi, morador de Nova Odessa e cooperado da Coplacana há 10 anos, entrega para a unidade de grãos, soja e milho. Ressalta que o seu retorno está sendo muito bom e este ano já entregou 10 mil sacas de soja. “É um projeto arrojado e que merece todo apoio dos agricultores e que demonstra a visão de mercado e capacidade empreendedora da Coplacana”.