Proteína em nosso corpo

ProteinasEstima-se que 50% do peso seco do nosso organismo é constituída de proteína. As proteínas estão por toda parte no organismo: nos músculos, ossos, células do cérebro, células do sangue, matriz genética, pele, cabelo, unhas, etc.
O processo constante de renovação e reparação acontece no interior de nossos organismos com a ajuda da proteína. A manutenção, reparo e crescimento do tecido corpóreo é complementada pela metabolização da proteína em subunidades chamadas de aminoácidos. Desta forma, estes aminoácidos podem entrar nas células onde, seguindo instruções do DNA, podem ser sintetizadas em novas proteínas quando necessário. Proteína é portanto essencial para uma existência saudável.
Há nove aminoácidos que devem ser supridos pela ingestão alimentar. São mais de 20 identificados, os quais nosso organismo não consegue manufaturar, e portanto a restrição em proteínas tem suas conseqüências. Algumas proteínas especificas necessitam desses aminoácidos para sintetizar e , na sua falta, falham em providenciá-los na perda muscular e em outras funções protéicas. A perda muscular é prejudicial na perda de peso.
A proteína não pode ser armazenada e necessita ser reabastecida diariamente. Desgaste muscular pode ocorrer se a ingestão protéica for inadequada, pois pode ser necessária para importantes funções corporais. Contudo, a maioria das pessoas consome mais que o necessário em termos de proteínas. A idéia é de que o fortalecimento de atletas deve ser suportado por complementação protéica, que quanto mais se supre o organismo, mais se constrói músculos. O que não é verdade. O organismo somente utilizará a quantia precisa de proteína necessária. O resto será excretado na urina e a quantidade em excesso pode eventualmente causar danos ao fígado e rins. Pode ocasionar também perda de cálcio na urina assim como desidratação.
As pesquisas feitas com fortalecimento de esportistas, inclusive aeróbicos, chegaram a conclusão que a ingestão diária recomendada (RDA) de 0,8g por kg de peso corporal é muito baixa para esportistas comprometidos a sério. Dosagens mais altas têm produzido maiores ganhos em força que os grupos de controle e menos desgaste muscular nos exercícios de enduro ou treinos de força rigorosos. Mas isto acontece entre pessoas que treinam força muscular 4 vezes por semana e/ou participam de sessões de exercício aeróbico com duração de 60 a 90 minutos, três vezes por semana.
Iniciantes e esportistas intermediários não devem seguir a recomendação de ingestão incrementada de proteína, mesmo passando por verdadeira lavagem cerebral pelos fabricantes de suplementos nutricionais. A única maneira de construir músculos é estimulá-los através de exercícios. As pesquisas demonstram que mesmo com a RDA protéica normal, os esportistas que praticam exercícios de fortalecimento muscular, constroem músculos duas vezes mais. A explicação é que com o exercício, a utilização protéica aumenta em eficiência e em como o organismo se adapta ao que está disponível.
As fontes mais concentradas de proteína provêm das carnes como bovina, de frango, peru peixe. Dietas com alto teor protéico devem ser evitadas, especialmente de fontes animais ricas em gorduras, colesterol e relacionadas a doenças e mortes precoces.
As proteínas juntamente com as gorduras são os materiais de construção do nosso corpo. Contudo, deve-se permitir esta construção pela estimulação do corpo através de atividades físicas nos exercícios. Senão, quantidades mínimas destes alimentos devem ser consumidas.
Muito material construtor sem exercício suficiente inevitavelmente causa um depósito, que sem dúvida contribuirá para ganho de peso. Mas talvez a pior parte é que estes alimentos (proteínas e gorduras) não são alimentos ideais para armazenamento pois o excesso pode contribuir para doenças cardíacas, câncer e morte precoce.

Texto escrito por Licinia C.R. Campos