Greve dos caminhoneiros muda rotina nas indústrias de papel e papelão

A greve dos caminhoneiros, que entrou no seu oitavo dia nesta terça-feira, 29 de maio, vem gerando desabastecimentos em toda cadeia produtiva e, consequentemente, mudou a rotina das indústrias de papel e papelão da base do Sintipel (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Papel, Papelão e Cortiça de Piracicaba), uma vez que não estão recebendo matéria-prima e têm muita dificuldade de escoar sua produção. A informação é do presidente do Sintipel, Francisco Pinto Filho, o Chico, que tem mantido constante contato com as empresas que empregam cerca de 1.500 trabalhadores na base da entidade.
De acordo com Chico, a Klabin vem enfrentando grandes dificuldades desde a última sexta-feira e nesta semana, segunda-feira e terça-feira, funciona de forma parcial, com boa parte dos funcionários sendo dispensados, até porque encontram dificuldades de chegar ao trabalho.
Já na Oji Papéis a situação começou a se agravar mais acentuadamente na segunda-feira e prossegue nesta terça-feira. “Com isso, o funcionamento da empresa é setorial, também com diversos trabalhadores deixando de comparecer ao trabalho, por falta de transportes”, conta.
O presidente do Sintipel reconhece como legítima a greve dos caminhoneiros e entende este momento delicado que toda sociedade brasileira vem enfrentando. “Pedimos o entendimento e o respeito ao movimento paredista, mas lamentamos a falta de um acordo entre os grevistas e o governo, uma vez que o prolongamento desta greve faz com que todos sofram suas connsequências e paguem esta conta: tanto nós trabalhadores, assim como os empregadores”, ressalta.

Vanderlei Zampaulo – MTb-20.124

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