Contratar serviço de arquitetura exige cuidados, dos dois lados

Pesquisa encomendada pelo CAU/BR – Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil ao Instituto Datafolha aponta que mais de 75% dos entrevistados que já contrataram o serviço de um arquiteto ficaram satisfeitos com o resultado e que contariam novamente com a ajuda de um profissional numa próxima oportunidade. Para quem ainda não contratou, mas pensa em, ou até para quem já contratou mas não se ateve a alguns cuidados ao fechar o negócio, é importante seguir algumas recomendações para evitar eventuais problemas.
“Qual é o objeto da contratação, como será realizado o serviço e por qual valor cobrado, como também qual será o prazo para a entrega da obra são itens que não podem faltar na proposta que o arquiteto deve apresentar ao cliente. Inclusive o número de visitas de acompanhamento da obra que ele se propõe a fazer”, orienta Gilberto Belleza, presidente do CAU/SP – Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, que congrega mais de 60 mil profissionais registrados em todo o Estado, um terço do número de arquitetos registrados em todo o Brasil.
Fechado o acordo, é importante que se firme um contrato com todas as especificações e aspectos jurídicos. “Protege tanto o cliente como o profissional”, diz Belleza. Nesse sentido, outra exigência que pode ser feita de ambas as partes é a emissão do RRT – Registro de Responsabilidade Técnica. Este documento, emitido pelo profissional junto ao CAU, é que define quais são suas responsabilidades, e que pode isentá-lo de alguma culpa por problemas surgidos por qualquer interferência no seu projeto, se realizada depois da conclusão do seu trabalho.
Para que o arquiteto possa elaborar um projeto que atenda o que realmente o cliente deseja é importante que o profissional seja bem orientado a respeito. “e no contrato vale mencionar quais são os espaços que serão trabalhados, o tamanho de cada um, o que se pretende para eles”, completa o presidente do CAU/SP.  É a partir daí que o profissional começará a trabalhar no anteprojeto para depois, finalmente, apresentar o projeto final, inclusive o de execução, que trará ainda informações complementares como especificação do material que será utilizado, qual a quantidade de cada um, como serão as portas, janelas e pisos, por exemplo.
Por fim, o presidente do CAU/SP lembra que o trabalho assinado por um arquiteto, além de proporcionar mais conforto, também valoriza o imóvel. “E contratar um arquiteto custa de 5% a 10% do valor total gasto na obra, bem abaixo do que muitas pessoas imaginam. Outra vantagem é também a economia que a presença de um arquiteto oferece com a redução de despesas extras e desperdício de material, que pode chegar a uma taxa de 30% a menos”, conclui Belleza.

Ex-Libris Comunicação Integrada
Edgard Léda