Bolsonaro entrega Reforma da Previdência dos militares ao Congresso

Repórter Cintia Moreira

O presidente da República, Jair Bolsonaro, entregou pessoalmente nesta quarta (20), na Câmara dos Deputados, o projeto de Lei que altera as regras previdenciárias dos militares e reestrutura as carreiras das Forças Armadas.

Bolsonaro chegou ao Congresso Nacional junto com os ministros Paulo Guedes (Economia), Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e, em seguida, se reuniu com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

No Legislativo, a matéria deve tramitar de forma paralela à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera as regras do regime geral da Previdência para a população civil, que foi apresentada no mês passado.

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, a Reforma da Previdência prevê, em 10 anos, uma economia de mais de R$ 1 trilhão. Segundo ele, essa nova reforma fará com que as futuras gerações não fiquem sem salários.

“A nova Previdência reduz privilégios, reduz fraudes, reduz as desigualdades e começa esse movimento em direção a um novo regime para que não tenhamos as gerações futuras sofrendo desta mesma ameaça financeira, além do problema moral. Os militares dão a sua cota de sacrifício também, então todos os brasileiros entraram na Reforma e temos, agora, uma nova Previdência”, afirmou o ministro.

Já o secretário geral do Ministério da Defesa, almirante Almir Santos, ressaltou que a medida representa a esperança de um futuro melhor para os brasileiros.

“As Forças Armadas estão sempre junto com a sociedade, e recebem da sociedade esse carinho na forma de credibilidade. E acreditamos que isso é o que vai, depois que todas as dúvidas foram sanadas, que todo o entendimento seja bem feito, o que ficará é que há superávit no que tange à questão financeira e que há uma projeção de futuro melhor para a soberania nacional”, disse o almirante.

Segundo os Ministérios da Economia e da Defesa, a economia com as mudanças nas carreiras para os militares pode chegar a 10 bilhões e 450 milhões de reais nos próximos 10 anos.