Em operação logística mais complexa de sua história, COB envia 20 contêineres com materiais para os Jogos Olímpicos de Tóquio

Tóquio 2020
Pandemia altera planejamento, e entidade adquire itens de saúde para proteger ao máximo a delegação brasileira no Japão

Em operação logística mais complexa de sua história, COB envia 20 contêineres com materiais para os Jogos Olímpicos de Tóquio
Rafael Bello/COB

Os primeiros atletas brasileiros a desembarcarem em Tóquio só chegarão à cidade-sede dos Jogos a duas semanas do início do evento e, para que todos tenham as melhores condições de treinamento em solo japonês, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) precisa deixar tudo pronto com bastante antecedência. Nesse sentido, a entidade deu mais um passo importante no mês de abril: enviou ao Japão os últimos contêineres com materiais e equipamentos esportivos para aparelhar as nove bases do Time Brasil, a Vila Olímpica e as demais instalações que serão utilizadas pela delegação nacional.

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“A logística é fundamental na Missão. Fizemos diversas viagens ao Japão para entendermos a melhor operação disponível. Para se ter uma ideia da complexidade deste trabalho, estamos levando 20 contêineres com todos os tipos de equipamentos possíveis. E, devido à pandemia, ainda tivemos que adquirir novos materiais sanitários, como máscaras e álcool gel”, explica Marco La Porta, vice-presidente do COB e Chefe de Missão do Time Brasil em Tóquio.

A operação teve início em 2018, quando foram transportados os três primeiros contêineres: um saindo do Brasil, outro da Espanha e um terceiro da China. Em 2019 e 2020, outros cinco, sendo um deles da Nova Zelândia. E, este ano, os demais. No cronograma, ainda está previsto o envio dos uniformes da Peak (saiba mais no fim da matéria). Ao todo, serão mais de 20 toneladas de peso total, somados todos os itens. Entre os equipamentos esportivos, destacam-se: barcos e botes (vela); tatames para os esportes de combate; sacos de boxe; aparelhos de musculação; e materiais de treinamento do levantamento de pesos.

“Numa das visitas ao Japão, identificamos também que as academias eram bem equipadas, mas voltadas principalmente à comunidade local. E precisávamos de materiais para o alto rendimento em nossas bases. É por isso que estamos levando aparelhos de força”, diz La Porta.

O número de itens enviados ao Japão cresceu ainda mais por conta da pandemia. Priorizando a saúde da delegação brasileira, o COB adquiriu 68 mil máscaras descartáveis, 12.500 sapatilhas TNT, 400 borrifadores de álcool e 250 aventais, entre outros produtos.

“Em condições normais, os Jogos Olímpicos de Tóquio já nos exigiriam um grande desafio em relação ao fuso horário, ao clima e à alimentação. Mas a pandemia tornou a complexidade da operação ainda maior. Além de toda a estrutura oferecida, temos que proteger o nosso atleta, diminuindo o risco de contaminação pelo coronavírus”, afirma La Porta.

Distribuição de uniformes

Uma das operações que precisou ser totalmente modificada por causa da pandemia foi a distribuição de uniformes. Anteriormente, atletas e oficiais se deslocariam até uma das bases, receberiam seus materiais e fariam as trocas necessárias. Agora, cada integrante da delegação já informará previamente seu tamanho de roupa e receberá os uniformes diretamente em seus quartos, dentro de uma mala. Assim, será possível diminuir o número de trocas e também o risco de contato entre as pessoas.

Produzidos pela Peak, os uniformes de treino, competição e pódio serão levados diretamente da China para o Japão em três contêineres. Uma equipe do COB será responsável por receber este material e deixá-lo arrumado para os atletas.

imagem : Rafael Bello/COB

COB

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