Pessoas raspam a cabeça em apoio ao tratamento do câncer

O movimento já ganhou o mundo e é conhecido como #NoHairSelfie, nome que identifica o grupo de participantes que raspam os cabelos para encorajar os pacientes com câncer a continuarem o tratamento.

O ato pode ser presencial ou de forma virtual e deverá se intensificar no Dia Mundial de Combate ao Câncer, reverenciado em 4 de fevereiro.

“São atitudes de respeito e encorajamento que além de suporte e apoio, abrem novos caminhos para a discussão do câncer, da prevenção, do avanço da ciência e de novas descobertas com vistas ao controle e à cura da doença”, disse o médico oncologista Fernando Medina, diretor do CECAN- Centro do Câncer da Santa Casa de Piracicaba.

Ele reverencia a data, lembrando que o Dia Mundial de Combate ao Câncer foi criado pela União Internacional Contra o Câncer (UICC) para apoiar os objetivos da Declaração Mundial do Câncer, lançada em 2008.

“Segundo o documento, a comunidade internacional deve se mobilizar para reduzir significativamente as mortes causadas pelo câncer, evitando as injustiças e o sofrimento causado pela doença”, disse.

Para o oncologista, iniciativas como o #NoHairSelfie, entre outras várias iniciativas, combate a desinformação, aumenta a conscientização e reduz o estigma com relação ao câncer.

Medina alerta para o estudo publicado recentemente pelo The British Medical Journal mostrando que, a cada quatro semanas de atraso no tratamento do câncer, as chances de morte aumentam até 13%. “Isso revela a importância de detecção precoce da doença e da recomendação da comunidade médica é que os pacientes não abandonem a terapia, sobretudo nesta época de pandemia”, frisou.

Segundo Medina, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra em média 625 mil novos casos de câncer a cada ano, sendo o câncer de pele não melanoma o mais frequente no Brasil, seguido pelos cânceres de mama e próstata. “No CECAN, são 1.200 novos casos a cada ano”, informou.

No mundo, a doença é responsável por 7,6 milhões de óbitos todos os anos. “Em decorrência desses números alarmantes, vemos no Dia Mundial do Câncer uma oportunidade para disseminar informações sobre prevenção e controle da doença”, disse o oncologista apostando no conhecimento como instrumento de controle e prevenção do câncer.

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